Quem escreve

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Queria escrever como antes, mas não consigo.
A única coisa certa é: estou me sentindo como antes
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E isso me apavora.

domingo, 19 de junho de 2016

Mais uma vez: preciso voltar com mais frequência a esse blog.

Já estamos na metade do ano e eu não vim ao blog nenhuma vez de verdade. Deveria, porque esse ano tá diferente de todos os outros. Tanta coisa boa que deixei as ruins pra lá e acho que, enfim, posso ampliar o conteúdo como já havia falado que faria.

Vou (re)começar citando o Paul McCartney mais uma vez. De todas as músicas da carreira solo do Sir, sempre gostei muito de Maybe I'm Amazed. Se for ouvida como só mais uma música romântica, as palavras do Paul soam um pouco exageradas. Mas, como eu ouvia tendo como background o romance do Paul com a Linda, essa é uma das mais belas músicas da minha playlist. 

Diferentemente de algumas outras músicas românticas, o Paul fala sobre como se sente em relação a ser amado. Ainda que seja para a Linda, a música fala muito dele tentando entender todo o amor que ela dava a ele e como isso fazia ele se sentir. O Paul McCartney dizia se sentir surpreso com o amor que a Linda dava o tempo todo e eu também ficava surpresa com o amor deles. Achava tão bonito, já li tanto sobre isso que acho que eles são meu casal preferido. Ele dizia ficar surpreso com o fato de precisar dela o tempo todo e eu entendia, mas nunca me imaginava nessa situação. Como assim precisar de alguém, Sir Paul McCartney? Mas é verdade, acontece.

Acontece quando a pessoa é como a Linda e te ama o tempo todo, mesmo quando você erra. Acontece quando a pessoa está sempre presente. Acontece quando a pessoa é uma das melhores pessoas do seu mundo e te ajuda de todos os jeitos possíveis. Acontece também quando você ama essa pessoa de um jeito inimaginável, indizível e mais um pouco todos os dias 

Vou deixar o meu vídeo preferido da música e a promessa de um retorno ao blog.


segunda-feira, 13 de junho de 2016

Rua do Zambeze, nº 29

Eu sempre gostei muito dos poetas, tem um lado meu que valoriza muito os romances e já tentei ser como eles, já tentei escrever sobre o amor, mas todos os meus textos me pareciam falsos e por isso eu desisti. Eu nunca tinha vivido um amor, então não entendia o que eles queriam dizer e via tristeza na beleza do sentimento sobre o qual eles escreviam.
Por ter desistido, eu passei a apreciar meus momentos de solidão, me tornei uma pessoa que não esperava nada, queria uma mudança radical na minha vida, mas aceitei meu isolamento e criei o meu próprio casulo. Aceitei que eu era uma pessoa sozinha e assim levava a vida satisfeita, mas no fundo, bem no fundo, eu ainda queria alguma coisa, queria uma pessoa pra amar do jeito que eu imaginava o amor dos poetas.
Eles me diziam que o amor podia vir de repente e eles estavam certos. Meu amor apareceu e eu demorei pra aceitá-lo como amor, muita coisa aconteceu antes da primeira vez que reconheci alguém como meu par e muita coisa ainda ia acontecer. O meu amor apareceu e foi fugaz por um momento e agora eu quero que ele seja pra sempre, chegou de repente e foi construído aos poucos, com um pouco de incerteza e insegurança ele se mostrou logo de cara, mas depois ficou escondido nos detalhes. E não ficou só escondido, é um amor muito presente também. É companheiro, é parte do meu dia, é parte da minha vida, é a certeza de que nada vai ser como antes.
É um amor muito novo, mas passou por muita coisa e eu já consigo dividi-lo em algumas boas fases, da mesma forma como consigo imaginá-lo em fases futuras. Como todos os outros amores do mundo, começou sem saber que era amor e, diferentemente desses outros amores, começou com o receio de uma separação recente que terminaria com o que estava por vir.
A separação veio, mas o término não. O que veio foi o reencontro na rua do Zambeze, nº 29. Ali já era amor, mas foi ali que vi que tudo ia dar certo, que tinha encontrado o que eu buscava com os poetas e o que eu sempre quis.
Sempre quis alguém pra cuidar e encontrei, sempre quis ter uma mão pra segurar e agora eu tenho, sempre quis alguém pra me proteger do mundo e agora essa pessoa está ao meu lado, sempre quis amar e me sentir amada e agora tudo isso é verdade. Encontrei o homem da minha vida, encontrei o meu amor.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

#2015

Minha vontade de começar a escrever hoje é quase zero, mas como é o último dia do ano, sinto que tenho esse compromisso com o blog. Esse ano as coisas vão ser diferentes, porque não tenho resoluções para 2016. Sei que no fundo tenho esperança de que as coisas melhorem em 2016, mas não quero criar expectativas, então não farei nada. Nada de expectativa, nada de compromisso ou cobranças em relação ao ano que virá amanhã.

Mesmo que eu não tenha vindo aqui ultimamente e tenha mantido o pouco número de postagens, percebi (na minha retrospectiva com blog HAHA) que todas as postagens foram sobre como estava sendo o ano de 2015. Pois bem, foi um ano péssimo. Pior ano da minha vida. Vejo que várias pessoas ao meu redor também consideram 2015 um ano horrível na vida delas. Bem, não posso falar por elas, mas, pra mim, esse ano foi horrível sim.

Os dois primeiros meses do ano foram bons. Tava num ritmo tranquilo no estágio, a faculdade ainda não tinha começado, as coisas aqui em casa estavam bem, eu tava cheia de planos para o futuro e pra colocar em prática a minha famosa "mudança radical de vida", mas aí algumas coisas aconteceram e tudo começou a dar muito errado.

Meu irmão veio pro Rio de Janeiro e brigou com a família inteira, o que deixou minha mãe muito triste. Minha mãe descobriu que a condição dos rins dela não a deixariam fazer a cirurgia do estômago e que ela teria que começar um tratamento pra não piorar a situação dos rins (piorou depois). Ela ficou bastante depressiva com isso e, como meu pai se aposentou e ficou mais tempo em casa para teoricamente cuidar dela, ambos ficaram depressivos. Sobre meu pai se aposentar: ele construiu uma casa que me fez odiar mais ainda o lugar onde eu moro e, por conta dessa casa, está cheio de dívidas. Por conta dessas dívidas, moraremos aqui nesse lugar que eu odeio por muito mais tempo que eu esperava, minha mãe foi pro CTI preocupada com a situação em que estamos e meu pai surtou. Bem, em relação à família foi "SÓ" isso. Sei que as coisas aqui em casa continuarão difíceis por um tempo. O que tenho que fazer (aprendi na terapia) é entender que não tenho culpa desses problemas e que não posso tentar resolvê-los sozinha.

Depois de fevereiro, larguei meu estágio e fui pra um trabalho que foi a pior decisão da minha vida. Eu poderia ter muito mais grana agora, não ter os problemas que eu tive por uns 3 meses e não ter essa sensação de ter estragado tudo. É um arrependimento foda! Às vezes eu acho que superei essa situação, mas esse sentimento de arrependimento sempre volta. Enfim! Aprendi uma lição e espero que use isso de forma positiva e não carregue como trauma.

As coisas na faculdade não foram boas também. O primeiro semestre de 2015 foi razoável, mas depois veio uma greve bizarra e perdi o ritmo com a faculdade. Não sei nem o que farei agora.

Coisas boas:

Me inscrevi no intercâmbio de novo e passei. Vou para o Porto mês que vem (se meu visto sair). Já surtei muito em relação a isso. Eu preciso de dinheiro, preciso preparar meus pais, preciso aprender a me virar sozinha, tenho várias coisas pra resolver e tá tudo muito incerto e num período de tempo muito curto pra lidar com tudo isso. Espero que dê tudo certo, porque eu realmente preciso ficar esses 6 meses longe de toda essa confusão que tá aqui em casa.

Me apaixonei (H.) de verdade. Achei que não era nada demais, às vezes ainda acho, mas a verdade é que eu tô apaixonada sim. Tá durando mais tempo do que eu esperava e vou ficar com o coração na mão por ir embora e deixá-lo aqui.

Acabou! Tchau, 2015! 

sexta-feira, 24 de julho de 2015

O começo de 2015 foi relativamente complicado. A "fase ruim" da minha vida chegou e eu desmoronei e descobri muito sobre mim. A segunda metade do ano começou com cara de que ia dar muito errado, mas não deu. As coisas começaram a dar certo e os problemas que eu tive durante os 4 primeiros meses desse ano, agora são coisas de um passado recente. 

Por descobrir muito sobre mim, quero dizer que eu preciso melhorar minha capacidade de lidar com os problemas. Eu preciso acreditar mais em mim, ser mais otimista e parar de me preocupar tanto com o futuro.

Por as coisas começarem a dar certo, quero dizer que consegui um estágio ótimo que pra sempre será o "+1 ponto" nas minhas listas de "mandei muito bem e tenho valor". Vale lembrar que essas listas serão feitas em dias difíceis em que eu estiver me sabotando. Uma outra coisa boa que aconteceu foi o intercâmbio. Na verdade, não "aconteceu" ainda, muitas coisas precisam ser feitas para que realmente dê certo. Eu não esperava conseguir e estou bem tranquila. Ano passado eu queria muito que o intercâmbio fosse a mudança radical de que preciso na minha vida. Hoje, já não sei. Tenho medo, inclusive. Tenho medo de abandonar meus pais, medo de ficar sozinha em um país distante, medo de querer viver demais e ser inconsequente e medo de ter medo e não fazer nada.  O lado bom é que AINDA não comecei a me preocupar tanto com essas coisas. Vou guardar esse desespero para depois. 

Por coisas de um passado recente, quero dizer que o fantasma da minha grande decisão errada e precipitada sempre volta pra me assombrar. Seja com pessoas de fora tentando resolver problemas pendentes, seja com conhecidos perguntando sobre o que aconteceu e seja com eu me culpando por ter cometido esse grande erro. Preciso superá-los. 

Como de costume, eu sempre venho a esse blog para jogar todos meus sentimentos aqui. Ultimamente (e desde sempre) eu não tenho aceitado quem eu sou. Tento mudar, mas não consigo. Sei como resolver metade dos meus problemas, mas não consigo também. No entanto, há pouco tempo, eu venho tentando mudar e o que eu percebi: é difícil. Eu quero resultados imediatos, eu tenho o que eu sempre quis batendo à porta, mas não posso atender do jeito que eu estou. 

O que me resta é acreditar no futuro e seguir confiante na mudança. 


segunda-feira, 20 de abril de 2015

Tá tudo tão errado e eu me sinto tão perdida que minha única vontade é largar tudo e deixar a vida acontecer aos poucos. Nos últimos tempos, ouvi muito a frase "todo mundo passa por uma fase mais difícil, não fica assim não". 

Não consigo não sentir isso, não consigo superar essa "fase mais difícil" e não consigo aceitar que fui tão estúpida em relação à minha vida profissional. Essa situação tá me destruindo e tô sem vontade de seguir em frente, não sei o que fazer da vida e tô cheia de incertezas. 

Por ora, é isso. Comecei a escrever um texto aqui, mas a vontade de continuar foi pouca. 

terça-feira, 3 de março de 2015

"Vivemos tempos de mudanças"

Eu acho que cometi um grande erro ao aceitar esse projeto. Eu sabia que era temporário, mas não esperava que fosse TÃO temporário. No momento, estou dividida entre a vantagem de ter alguma experiência na carteira e o sufoco de ficar 2015/2 e 2016 sem renda. 

Se esse projeto realmente durar só até a metade do ano, eu terminarei a  faculdade em 2015 mesmo e vou dedicar o ano que vem inteiro para concurso. Talvez não o ano inteiro, mas boa parte dele. Tenho que fazer o mestrado também, então talvez o ano se divida entre mestrado e concurso. 

Na verdade, o que está me deixando preocupada não é ficar sem renda, mas sim o que as pessoas vão falar ou a imagem que passarei para a minha família. Vou parecer derrotada. Mas pensando bem, o que eu tenho que provar pra essas pessoas? Na verdade, nada. Preciso me libertar dessa necessidade de ser sempre a boa menina, a que está no caminho certo da vida.

Tenho que ter meu tempo e, no momento, acho que foi um erro sim ter aceitado esse projeto, mas minhas opções não são tão ruins:

→ terminar a faculdade em 2015
→ estudar para concurso e mestrado em 2015
→ passar no mestrado em 2016 (e sepá em um concurso também)

Vou ter tempo  para o tópico dois, porque estarei só estudando. Porém, se o projeto continuar eu fico até o final do ano e em 2016 termino a faculdade ao mesmo tempo em que estudo para concurso.

Eu tô muito angustiada, tenho que parar de me preocupar tanto com o futuro. Espero que fique melhor daqui pra frente, porque estou me sentindo péssima. Vou ter em mente que "vivemos tempos de mudanças" e que "its all going to happen".