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domingo, 19 de junho de 2011




Bom, ontem o mestre fez 69 anos e eu vou aproveitar para falar do dia que mais marcou minha vida. O dia do show do Paul McCartney - 23/05/2011 ♥

Antes de falar do dia preciso falar das semanas que antecederam o show, porque né, foram dias extremamente tensos. Depois de viver o drama de não ir ao show do ano passado, quase perdi minha chance (de novo) de ver o Paul, tudo isso porque os ingressos para o primeiro dia acabaram em algumas poucas horas e eu não consegui comprar. Recebi a notícia na escola e o resultado foi devastador, e apesar dos meus amigos me falarem que iria ter outro show, nada me consolava. Afinal, era mais uma chance perdida de ver o Paul. 

Enfim, depois de viver a frustração dos ingressos eu finalmente pude comprar o meu, e mesmo assim não foi muito fácil porque foi difícil falar com meu pai e eu precisava do número do cartão. Depois de um tempo consegui, enfim, falar com ele, mas resultado: perdi a Prime, os ingressos esgotaram. Mas consegui comprar a Pista e depois disso foi só esperar o dia do show.

E chegou, no dia 23/05/2011, partimos rumo ao Engenhão eu, meu primo e mais uma outra amiga. Chegamos lá às 10:30 da manhã, o portão abriria às 17:30. E sim, ficamos todo esse tempo na fila porque queríamos ficar o mais perto possível do palco. Ficar na fila essas sete horas não foi árduo ou algo assim, encontramos um mundo de Beatlemaníacos e foi lindo, sério. A melhor parte da fila foi quando tocou Something em algum momento dentro do estádio e todos ficaram de pé e cantaram... Naquela hora eu vi o que iria ser o show.

Quando entramos no estádio, a primeira coisa a fazer foi correr e correr para tentar ficar na grade: conseguimos. Ficamos mais 4 horas lá dentro até o show começar e nada nos tirou dali, aquele era o nosso lugar. E bem, ficar aquelas horas lá dentro foram mais duras que ficar 7 horas lá fora, no sol, porque a ansiedade falava mais alto, a qualquer momento o Paul entraria e o espetáculo começaria.

E às 21:30 o Paul entrou, sem atraso, como um bom inglês e a partir daí foi tudo mágico. Pulamos, gritamos, quase morremos. O cansaço físico pareceu desaparecer e o resto da noite foi fantástico. O Paul estava lindo, simpático, como sempre. Aquela noite foi a melhor de toda a minha vida, até então, e sei que foi a melhor noite de muitos que estavam ali. O estado em que todos estavam era de delírio total. Era tudo verdadeiro.

Eu preciso agradecer ao Paul por ter voltado ao Brasil e por ter me dado aquela noite maravilhosa que, com certeza, eu contarei para os meus filhos lembrando cada segundo daquele dia. E parabéns pelos 69 anos dessa sua vida que será eterna, Macca!



PS: Preciso me lembrar de pegar as fotos do show, sério.

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