Quem escreve

domingo, 28 de outubro de 2012

Oh! vem! eu sou a flor aberta à noite
Pendida no arrebol!
Dá-me um carinho dessa voz lasciva,
E  a flor pendida s' erguerá mais viva
Aos raios desse sol!

Bem vês, sou como a planta que definha
Torrada do calor.
- Dá-me o riso feliz em vez de mágoa...
O lírio morto quer a gota d'água,
- Eu quero teu amor!

Casimiro de Abreu, Rio - 1858

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